quarta-feira, 11 de junho de 2003

Posições para Amamentar

fonte: http://www.aleitamento.com/posicoes.htm

 

Nova pasta

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LEI DO ACOMPANHANTE NA HORA DO PARTO

PARTO HUMANIZADO - DIREITO DAS MULHERES
PL 290 - Direito de Acompanhante na hora do Parto
Está em tramitação na Câmara Federal o Projeto de Lei 290/03, de autoria da deputada federal gaúcha Maria do Rosário (PT).
O projeto visa garantia às mulheres, no momento do parto, o direito deter um/a acompanhante de sua livre escolha, de forma a sentir-se mais segura e protegida. Para tanto determina que o SUS deva assegurar em seus hospitais, bem como em estabelecimentos conveniados, esse direito.
O projeto foi concebido no conceito da humanização do parto difundido pela Rede Feminista de Saúde, segundo o qual "... é o de uma atenção que reconhece os direitos fundamentais de mães e crianças, além do direito à tecnologia apropriada, baseada na evidência científica. Isso inclui: o direito à escolha do local, pessoas e forma de assistência no parto; a preservação da integridade corporal de mães e crianças; o respeito ao parto como experiência altamente pessoal, sexual e familiar; a assistência à saúde e o apoio emocional, social e material no ciclo gravídico-puerperal; e a proteção contra abuso e negligência".(Humanização do Parto. Dossiê.2002)
O Coletivo Feminino Plural, entidade não governamental que presta consultoria em relações de gênero, direitos humanos e cidadania de mulheres e meninas, ofereceu subsídios para a formulação e análise deste projeto sob a ótica das garantias oferecidas pelas Convenções e legislações nacionais que tratam da igualdade, saúde e direitos reprodutivos.
Consideramos que o mesmo é merecedor de discussão na agenda do dia 28 de Maio - Dia Mundial de Ação pela Saúde da Mulher, na medida em que a elevada Mortalidade Materna, tema que tanto nos mobiliza, tem profundos vínculos com o momento do parto, com os direitos humanos e a possibilidade de escolha pelas mulheres.
PL-290/2003 - texto integral
Proponente: Dep. Maria do Rosário PT/RS
Situação: Em tramitação
Dispõe sobre a presença de acompanhante no processo de parto nos hospitais, clínicas, maternidades da rede pública e estabelecimentos conveniados ao Sistema Único de Saúde - SUS - e dá outras providências.
O Congresso Nacional decreta:
Art. 1º Os hospitais, clínicas, maternidades públicas e estabelecimentos conveniados ao Sistema Único de Saúde - SUS - devem garantir o direito à presença de acompanhante no processo de parto.
I - entende-se por processo de parto os períodos de admissão, pré-parto, parto e pós-parto imediato; e
II - a cada gestante será assegurado o direito à escolha de um (a) acompanhante de seu relacionamento.
Art. 2º O Ministério da Saúde, no âmbito da rede hospitalar pública federal e as secretarias estaduais e municipais de saúde, no âmbito da rede pública hospitalar estadual e municipal, deverão promover seminários, cursos e treinamentos, com vistas à capacitação dos profissionais da saúde, em especial médicos, equipe de enfermagem e demais profissionais que compõem a equipe de saúde, atendendo os propósitos deste direito.
I - O Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e municipais de saúde deverão garantir a participação de técnicos e representantes de sociedades de classe e organizações não governamentais, nas atividades previstas no caput deste artigo; e
II - devem ainda, estabelecerem intercâmbios com universidades e hospitais universitários, visando o desenvolvimento de pesquisas sobre o tema e assinando convênios, se necessário.
Art. 3º O Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e municipais de saúde deverão desenvolver ações educativas de caráter eventual e permanente sobre o tema, nas quais deverão constar:
I - campanhas educativas de ampla divulgação;
II - elaboração de material didático para profissionais da rede pública de saúde e educação;
III - elaboração de cartilhas e folhetos explicativos para a população.
Art. 4º Os hospitais, clínicas e maternidades públicas, à vista das condições materiais do estabelecimento, deverão estabelecer parâmetros para o cumprimento do artigo 1º desta lei.
Art. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Motivos Reais para se fazer cesárea: não se deixe levar!

O diagnóstico da necessidade da cesárea não se dá por circulares de cordão ou tempo de parto.
Um parto pode demorar 48 horas.
O diagnóstico de sofrimento fetal se dá pelos batimentos cardíacos e de preferência pela análise do PH do sangue do bebê, o que não é muito usado no Brasil.
Então a gente usa mesmo os batimentos cardíacos.
INDICAÇÃO DE CESÁREA ANTES DO PARTO:
* Placenta prévia: raro e claro
* Herpes Genital com Lesão Ativa: raro e claro
* Bebê em Posição Transversa: raro e claro
INDICAÇÃO DE CESÁREA DURANTE O TRABALHO DE PARTO:
* Eclâmpsia: Raro e Claro
* Prolapso de Cordão: Raro e Claro
* Descolamento Prematuro da Placenta: Fácil de diagnosticar, raro de ocorrer
* Desproporção Céfalo-Pélvica: Altamente discutível, largamente usada de forma errada
* Parada de Proporção: Altamente discutível, largamente usada de dorma errada
* Sofrimento Fetal Agudo: Altamente discutível, largamente usada de forma errada
NÃO É INDICAÇÃO DE CESÁREA
* Circular de cordão (não importa quantas)
* Parto prolongado
* Expulsivo prolongado
* Pós-datismo (passou de 40 semanas)
* Pressão Alta
* Bacia "muito estreita"
* Bebê "muito grande"
* Cesárea anterior
* Primigesta Senil
* Primigesta Adolescente
* HPV, verrugas genitais, miomas, cistos, duendes e elfos, etc.

DISCUTE-SE MAS NÃO HÁ PROVA DE QUE UMA CESÁREA ELETIVA SEJA MELHOR A LONGO PRAZO:
* Bebê Sentado
* Mais de uma cesárea anterior
* Bacias deficientes (sem a tentativa de parto normal)
* AIDS

O que mais se discute, no final das contas, entre as pessoas que realmente acreditam no parto normal, é o tal "Sofrimento Fetal Agudo". O que geralmente acontece é que o sofrimento fetal não é algo que acontece de repente. O bebê está super bem e de repente descamba. Isso é muito raro, mas pode ocorrer. Geralmente o sofrimento fetal começa com alguns comportamentos conhecidos dos batimentos cardíacos. E é comum esses comportamentos regredirem ou não darem em nada, caso continue e se tentar o parto normal. Mas algumas vezes ele de fato evolui para um sofrimento severo. Então quando o bebê começa a apresentar esses comportamentos (DIP II, acelerações, compressões, etc), é hora de decidir junto com a mãe... E também é necessário conhecer bem a teoria e as indicações baseadas em evidências, coisa que poucos conhecem...
Saiba mais sobre sofrimento fetal
Por Ana Cristina Duarte, uma das fundadoras das Amigas do Parto

segunda-feira, 2 de junho de 2003

Partos e Planos de Saúde: O que esperar?

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Hoje, Patrícia desabafou:
"Realmente estamos a mercê dos planos e dos médicos.
Quando decidimos fazer o plano de saúde, foi mais para ter os exames e as consultas de "graça".
Mesmo assim, fomos conhecer a maternidade do plano (é só uma, mesmo), e apesar de nãos ser lá grande coisa, achamos legal.
Mas ai, o tempo foi passando e as discussões da lista me fizeram pensar em coisas que eu não pensava antes.
A tal maternidade não faz alojamento conjunto...quer dizer, faz mais ou menos, eles levam o bebê pra trocar e outras coisas que eu não sei ainda, preciso verificar.
Na época que fomos conhecer, eu perguntei sobre acompanhante, mas não lembro as respostas, o Cá disse que pode.
Ontem encontrei uma amiga que ia ter o bebê lá, mas desistiu na hora, porque o anestesista barrou o marido dela.
Pensei que a saída pra mim seria o hospital que atende pelo SUS, meio humanizado... mas li no contrato (ontem) que se o parto for realizado fora da maternidade deles, o bebê perde o direito de ser incluido no plano.
E que para o médico receber reembolso, precisa ser uma emergência e a situação ainda será analisada. O que limita as possibilidades de parto domiciliar...
Não que eu ache que a minha médica seria capaz, na verdade estava pensando e burlar o sistema, fazer o parto com um enfermeira obstétra e depois que tudo estivesse ok, ligar para a médica e dizer que o bebê "escorregou"...ops!
Tô num mato sem cachorro..."
Rosane também se decepcionou hoje com a sua médica, que disse que para fazer um parto normal, cobraria R$400,00, além do que era pago pelo plano de saúde. Deixou bem claro que preferia fazer uma cesariana mesmo que desnecessária:
"Estou muito triste porque fiquei sabendo essa semana que minha médica cobra 400 reais por fora caso eu queira fazer parto normal.
Eu tenho plano de saúde completo, e achei que não teria problemas com essa médica por ela dar plantão em hospital público onde, segundo ela mesma fala, 90% dos partos são normais.
Mas tive uma conversa com ela essa semana e ela deixou bem claro que prefere cesárea, e que não admitir isso seria uma hipocrisia (palavras dela).
Eu falei que estava me preparando para um parto normal, que queria muito isso, e com o mínimo de intervenções possíveis.
Ela disse que faria sem problemas, mas que nesse caso ela cobra essa taxa extra já que não pode programar a agenda como no caso de uma cesárea. Quer dizer, o fato dela não ter o nascimento da minha filha sob o controle dos horários dela, e de não ser tão cômodo para ela custa exatamente 400 reais. E, segundo ela, se eu pagar essa taxa, ela ficaria à minha disposição e faria o parto da maneira que eu achasse melhor.
Fiquei muito triste. Na verdade senti nítidamente uma pressão para que eu fizesse cesárea. Estou de 20 semanas e gosto dessa médica porque ela é tranquila, calminha e conversa bastante, mas não me resta outra alternativa e eu vou procurar outro médico. Mesmo porque eu já fiz um plano de saúde completo para não ter gastos extras.
Se alguém souber de um médico em Fpolis que atenda pela Unimed e não cobre a mais para fazer parto normal, por favor me indique.
Outra coisa: ela disse que eu poderia fazer o parto sem pagar nada com o médico que estivesse de plantão naquele momento na clínica, mas eu acho que não iria me sentir segura nem muito à vontade em fazer o parto com um médico que eu nunca vi na vida.
Espero que me ajudem, estou ficando preocupada."
Como podem perceber, é muito difícil ter um parto decente no Brasil, e um dos fatores é o baixo valor que os planos de saúde pagam.
Leia abaixo o comentário bem-humorado, porém verdadeiro e fiel, feito pelo obstetra Ricardo sobre essa situação:

Plano de saúde paga parto medíocre

"Plano de saúde paga parto medíocre.
Se vc quiser, pode ter um parto "como todo mundo", um parto padrão. Um parto como a gente sabe que acontece a toda hora. Tipo: interna de manhã cedo, raspa a periquita e faz lavagem, põe soro, aguarda um pouquinho, o marido fica lá fora, depois a médica vem, faz um exame, diz que tá no comecinho, acrescenta ocitocina no soro e um monitor amarrado na barriga ("não se
mexa", dizem as enfermeiras, "senão perdemos o foco"...), sai para tomar um cafezinho (ou volta para atender no consultório), depois retorna para (re)avaliar o colo e não fica satisfeita com o resultado (faz um muxoxo, franze a testa...vc não ajudou, sua dilatação ainda é ruim) e coloca mais ocitocina, e depois vc vai chorar de dor e ela vai chamar o anestesista para
uma analgesia. O anestesista é um amor de pessoa. Seu marido pede para entrar, e talvez deixem, talvez não.
Sua dor termina, assim como qualquer resquício de controle que vc possa ter sobre o processo.
Aí já são 20 h, e sua médica já "perdeu" um dia inteiro com vc. Faz uma nova avaliação e seu corpo continua não ajudando. A dilatação ainda é ruim.
Vc está com medo e não acredita mais nem um pouco nas suas capacidades. Está nervosa e cheia de adrenalina. Tem muita, muita dor...Ela pergunta (???) pra vc o que acharia de uma cesariana, visto que não há dilatação, apesar de "tudo o que ela já fez". Quase chorando vc responde que sim, afinal está sofrendo há horas, e é óbvio que deve haver alguma coisa errada com seu corpo, porque seu bebê já deveria ter nascido. Você até tinha princípios sobre ser operada, mas como arriscar o bem estar do seu bebê? Seu marido esboça uma pergunta, mas desiste no meio, porque se a doutora falou ela deve saber o que faz, afinal ela estudou para isso.
Daí ela conversa com o anestesista (que ficou por ali, porque não é bobo e sabe como as coisas acontecem) e resolvem fazer uma cesariana.
Vc poderá sair convencida que sua médica é maravilhosa e que fez tudo o que pôde (dentro da Matrix ela realmente fez...), e até mesmo ela queria que vc tivesse um parto normal. Vc vai achar tb que o anestesista é um ser maravilhoso que ajuda as mulheres a "se livrarem de um processo desumano, como é ter um filho".
Não foi tão ruim assim, né? Afinal vc sobreviveu e seu bebê nasceu bem, apesar de que ficou muitas horas longe de vc e depois ficou mais dois dias na UTI porque a respiração dele ainda estava fraquinha, provavelmente porque "demoraram muito para decidir pela cesariana".
Algumas semanas depois a médica recebe um pagamento de 400 reais (mas ainda vão descontar o imposto de renda) da cooperativa (mas poderia ser da Golden, ou da Sulamérica, do Banco do Brasil, etc..) e pensa: "Bem, pelo menos eu não tive que ficar a noite inteira lá. Por essa grana até dá pra atender convênio". Pega o dinheiro e vai ao supermercado comprar sabão, bolacha,
chinelo havaiana, sucrilhos e mais meia dúzia de coisinhas. Passa no caixa e vê no letreiro luminoso da caixa registradora: R$ 370,00. Dá um sorriso e acha que "as coisa estão muito caras hoje em dia", mas no meio do carrinho
de compras, entre as caixas de Maizena e dois sacos de batata, vê por alguns microsegundos o semblante da mãe e do bebê que atendeu alguns dias atrás.
Sacode a cabeça e eles desaparecem, mas seu pensamento se fixa nessa coincidência. "Meu trabalho em cuidar da vida dessas duas pessoas no momento mais crucial em que ambas estiveram juntas nesse mundo vale a mesma coisa que os produtos neste carrinho de supermercado."
Dá um desânimo...mas sua médica pensa "Poderia ter sido pior: podia ter sido um parto normal"...
E vamos em frente...
Ric (que acha que ainda assim vale a pena...)"

Ordenhadeira Elétrica x Bomba tira-leite X Ordenha Manual

"Queria saber se a bomba elétrica de leite materno funciona mesmo, pois o Gabriel (4 mêses) está comaçando a tomar suco e logo será a vez do leite, porém parece que ele não aceita muito bem então eu queria manter ele tomando o meu leite mas para isso acho que o único processo para tirar o leite que poderia me ajudar é a bomba elétrica pois com as manuais eu não consegui.
Queria saber das experiências de algumas de vcs para decidir se compro,pois afinal de contas não é nada barata. $$
Um beijo em todas e estou esperando suas experiências!"
Essa é a dúvida da Ana Cláudia...
Ingrid e Socorro M. responderam sua pergunta.
"Ana Claudia, conheço mulheres que utilizaram a bomba elétrica quando voltaram a trabalhar.
A bomba elétrica tem o mesmo processo da manual, ela faz um vácuo na mama, de forma constante e contínua. Vc liga o botãozinho e ela começa a sugar desesperadamente a mama. Eu não gostei, pois achei que doía mais que a bomba tira-leite e como era contínuo, saía o primeiro jato depois não saia mais nada.
Tinha que tirar e fazer de novo pra um novo jato, ou seja, não funcionou. Acho q pra tirar o leite materno tem que fazer movimentos de apertar, soltar, apertar, soltar. Esse negócio de só sugar interminantemente fazendo vácuo eu não gostei, mas já vi funcionar com mulheres que tem muito, mas muito leite.
Daquelas que sobra muito. Aí funcionava.
Outra coisa... com vc trabalhando teu leite vai diminuir e vc vai fabricar o suficiente pro Gabriel mamar de manhã, noite, e madrugada. Creio que a ordenhadeira elétrica não surtirá mais tanto efeito. Lembre-se que custa caríssimo, na faixa de R$ 500,00 a R$1000,00. Quando eu usei a bomba elétrica, na verdade eu ALUGUEI uma. Não comprei. Existe uma loja na Tijuca que aluga uma da NEVONI.
Eu recomendo fortemente a ordenha manual mesmo, ou então a bombinha tira-leite q não é lá essas maravilhas, mas pelo menos custa R$ 15,00." - diz Ingrid
Socorro M. complementa:
"Ana Paula,
Esse capítulo da volta ao trabalho é uma novela mesmo não é?
Infelizmente por quetões financeiras eu sequer conheço ao vivo uma ordenhadeira elétrica :((
Mas a ordenha manual para mim foi um espetáculo! Eu chegava a ordenhar 100, 150 ml por vez (dos dois peitos).
É prático, barato, não machuca o seio, você leva pra qualquer lugar. Tão versátil quanto o peito.
O duro foi eu aprender a ordenhar! No começo tirava uma duas colheres de sopa em meia hora de tentativa... com o tempo fui pegando o jeito e não queria outra vida.
Mas tem mulheres que tem dificuldade com a ordenha pela sensibilidade na mama e a dificuldade em manipulá-la. Tenho uma amiga que achava uma tortura aquela gastura causada pelo aperta e solta... aí ela foi para a bombinha tira-leite comum.
Experimenta. Mas tenha um pouco de pacïência no aprendizado. Eu levei uns 20 dias pra ficar craque.
Quer aprender a fazer a ordenha manual?

Aleitamento: Por que as mães precisam de ajuda? Como ajudá-las?

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POR QUE AS MÃES PRECISAM DE AJUDA?
fonte:http://www.aleitamento.org.br/livro/introducao.htm

"Pode-se ouvir dizer "Amamentar é natural - por que então a mãe precisaria de ajuda?". Algumas mulheres têm sorte e conseguem amamentar seus filhos sem nenhuma dificuldade. Entretanto, outras realmente necessitam de ajuda no início - especialmente com o primeiro filho, e, particularmente, se forem muito jovens. Inúmeras mulheres precisam de apoio para continuar a amamentar, principalmente se trabalham fora, ou se a criança chora muito.
Um estudo recente no Quênia mostrou que atualmente muitas mulheres usam alimentação artificial, de um tipo ou outro, precocemente. O alimento pode ser leite de vaca, leites artificiais, cereais diluídos, água com açúcar ou, simplesmente, água. Esta prática é mais comum nas cidades, mas ocorrem em algum grau por todo o Quênia. Em algumas áreas é tradicional a utilização precoce de suplementos, especialmente se a criança chora muito. A maioria das mulheres continua a amamentar parcialmente e isso deve prevenir alguns dos mais nocivos efeitos do aleitamento artificial. Entretanto, a introdução precoce de suplementos é uma importante causa de diarréia e desmame. O resultado da disseminação do uso de suplementos sem supervisão é um número cada vez maior de mulheres que desmamam muito cedo.
Ao se perguntar às mães as causas do desmame ou o porquê da introdução precoce de suplementos, as respostas são as mais diversas como: "Meu leite é pouco", ou
"A criança se recusou a sugar". No entanto, embora elas próprias não saibam, essas não são as causas reais das dificuldades. As mulheres na realidade não têm falta de leite. Podem estar ansiosas e não confiantes de que o leite materno por si só seja suficiente para o seu filho. Talvez falte entusiasmo para realmente tentar. Algumas vezes, a criança não está sugando em boa posição.


As verdadeiras causas de suas dificuldades são:
==> falta de apoio de outras mulheres;
==> falte de apoio dos Serviços de Saúde;
==> pressões da vida moderna em zona urbana. "

Falta de apoio de outras mulheres
Nas sociedades tradicionais sempre existiram mulheres experientes próximo a uma jovem mãe para ajudar. Era sua própria mãe ou a mulher que ajudou a fazer o parto. Era alguém que ela conhecia e em quem confiava. Entretanto, nas sociedades modernas, especialmente nas cidades, com freqüência não há ajuda alguma para as mães. Algumas vezes, a jovem mãe tem a sogra, a própria mãe ou amigas por perto. Mas essas pessoas estimulam o uso de alimentação artificial, especialmente se usarem leite artificial para seus próprios filhos.

Falta de apoio dos Serviços de Saúde
O parto no hospital pode ser mais seguro tanto para a mãe quanto para o recém-nascido em muitos sentidos. Mas, as rotinas hospitalares em muitas maternidades favorecem a introdução precoce de suplementos ou o desmame, tão logo a mãe volte para casa. Com freqüência os auxiliares de Saúde nos Centros de Saúde ou em clínicas não sabem como orientar as mulheres sobre os problemas da amamentação.

Pressões da vida moderna em zona urbana
Há muitas pressões sobre as mulheres para que utilizem o leite artificial. Por exemplo: modismos; o que os vizinhos fazem; emprego remunerado; atitudes sociais que fazem com que as mulheres se sintam pouco à vontade para amamentar em público; propaganda de leites artificiais e a facilidade em comprar substitutos do leite materno.

A AJUDA NECESSÁRIA PARA QUE AS MÃES AMAMENTEM COM SUCESSO
fonte:http://www.aleitamento.org.br/livro/introducao3.htm

Conselhos práticos
A mulher, após o primeiro parto, pode estar insegura para amamentar. E a criança, embora possa sugar, talvez não consiga mamar em posição adequada. Tanto a mãe quanto o filho precisam de ajuda para aprender o que fazer. Colocar a criança para mamar é muito simples, quando a mãe sabe como fazer. Mas ela precisa saber. Se a criança não pegar corretamente a mama, podem surgir vários tipos de problemas.
As mulheres também precisam de conselhos quanto ao número de mamadas e uso de outros alimentos ou líquidos; e problemas mais comuns, como, dor nos mamilos,
dores nas mamas, pouco leite, muito leite, mamas "vazando", etc. Novas mães precisam de alguém que saiba realmente o que fazer.

Apoio psicológico
Para amamentar com sucesso a mulher precisa se sentir confiante. Isto significa que:
==> ela precisa acreditar que pode amamentar; precisa saber que seu leite é tudo de que a criança necessita, e que suas mamas, qualquer que seja seu tamanho ou
forma, produzirão leite adequado e em quantidade suficiente;
==> precisa saber que mudanças vão ocorrer em seu corpo. Então, compreenderá que o que sente é normal.
Nas primeiras semanas após o parto, a mulher fica mais sensível e emotiva do que era antes. Isso aumenta sua capacidade de amar seu filho, mas também faz com que fique mais facilmente nervosa. Com freqüência tem muitas dúvidas sobre sua habilidade para cuidar da criança e facilmente segue os conselhos de outras pessoas. Se há uma pequena quantidade ou se alguém pergunta "Você tem certeza de que seu leite é suficiente?", ela pode facilmente decidir abandonar o aleitamento materno.
Uma jovem mãe necessita de uma pessoa experiente e delicada para dar apoio e transmitir confiança. Precisa de alguém para cuidar dela com carinho e atenção nessa nova tarefa.

As mulheres da família
A própria mãe da nutriz ou outro parente próximo pode transmitir a confiança necessária. Caso não haja nenhum parente, outra pessoa deve dar o apoio. Se os parentes estimularem a mãe a usar leite artificial, ela precisa de ajuda para resistir.

O marido
Uma das melhores pessoas para auxiliar a nutriz é, sem dúvida, seu marido, se tiver disponibilidade. Ele pode ajudar de muitas maneiras. Pode dizer que quer que ela amamente e que sabe que o leite dela é o melhor alimento para a criança.

Grupos de mães
Outro apoio valioso para a nutriz é o de outras mulheres da comunidade, por exemplo, conselheiras de lactação ou grupos de mães ou amigas que amamentaram.
Podem ser particularmente importantes para ajudar as mães a continuar amamentando após os primeiros meses.

Apoio dos auxiliares de Saúde
O apoio e o estímulo de auxiliares de Saúde são essenciais, especialmente para iniciar o aleitamento materno e para ajudar nos problemas precoces. Estão numa
posição chave, tanto nas Maternidades quanto nos Centros de Saúde e Clínicas. Devem oferecer à nutriz orientação eficiente e atualizada, transmitida com simpatia e paciência. Devem assegurar a cada mãe que ela realmente pode amamentar.
Auxiliares de Saúde que não agem dessa forma têm uma influência negativa na prática do aleitamento materno, podendo aumentar o desmame precoce. Todavia,
aqueles que realmente dão às mulheres auxílio e apoio individual podem contribuir para o sucesso do aleitamento materno. Pesquisa recente sugere que este é um fator muito importante.

Qual é a verdadeira identidade da "Mãezinha"?

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Qual a verdadeira identidade da "Mãezinha" atendida por nosso profissionais de saúde?
Muitas de nós, mulheres, nos sentimos rebaixadas a uma condição de quase "infantilização" ao parir nossos filhos...
Desde a gestação, os cuidados do companheiro (quando existem) são quase paternais, muitas vezes, o obstetra não nos informa adequadamente de tudo que está acontecendo em nosso corpo, em consultas cada vez mais curtas e técnicas.
Mas, o que nos incomoda especialmente, é a súbita falta de identidade que as mulheres enfrentam ao se tornarem MÃES. Deixamos de ser Maria, Sofia, Juliana, Lilian, Fátima ou Luciana para nos transformarmos "Mãezinha".
Não pensamos que os profissionais de saúde, ao dirigirem-se às mulheres nos postos de saúde de serviço público ou nas caras clínicas privadas como "mãezinhas" têm consciência do que estão fazendo. Não estamos aqui querendo culpabilizá-los... Mas queremos levantar uma questão que nos incomoda há mais de uma década.
Reduzir o papel social daquela mulher e sua identidade a "maezinha" é desempoderá-la... é retirar seu nome e seu lugar no mundo. É infantilizá-la.
E principalmente é colocar uma barreira entre aquela "mãezinha" e o Dr(a). Fulano de Tal... que tem nome e tem o poder da informação.
Queremos muito que os jovens estudantes e todos os profissionais que lutam tão arduamente pela promoção da amamentação, pensem nisso.
Queremos ser tratadas pelo nosso nome, queremos ser vistas integralmente, ouvidas quanto aos nossos problemas para amamentar, nossas dúvidas e inseguranças.
A amamentação depende, antes de qualquer coisa, de uma mulher que pariu, tem leite, mas tem também uma história de vida que deve ser ouvida e respeitada.
Denise Arcoverde(Origem)

Alimentação da mãe nos primeiros meses de vida do bebê

fonte:http://www.babysite.com.br/jornal/NewsClip/DefaultNewsShow.asp

A alimentação da mãe é muito importante nos 2 ou 3 primeiros meses de vida do bebê, pois vai interferir diretamente na amamentação. As regras alimentares para amamentação devem começar logo após o parto. Se a mãe tiver certos cuidados com o que comer, a incidência de cólicas será muito menor.
Oba!!
Procure comer:
a.. muitas frutas doces
b.. muitas verduras e legumes
c.. nozes, castanhas - é cheio de proteína!
d.. queijo branco (minas, ricota), leite desnatado, mel
e.. pão integral, aveia, fibras em geral
f.. tome água e, se puder, água de côco a rodo!!
g.. tome suco de laranja lima e de frutas doces
Não coma:
h.. doces, chocolates, frituras, enlatados, condimentos, coisas gordurosas
i.. alimentos que fermentem, amendoim, pipoca, etc.
j.. carnes pesadas, carnes cruas
k.. legumes que geram gazes: espinafre, repolho, pimentão, etc
l.. sushi, camarão, lagosta, frutos do mar
m.. tudo o que for de digestão difícil para você
n.. não tome refrigerantes, refrescos, gatorade, bebidas industrializadas
Evite:
o.. massas, pizzas, bolos
p.. muitas carnes
q.. feijão: tome só o caldo
r.. bebidas alcoólicas
Pode parecer meio chato... todas essas restrições, mas isto também irá ajudá-la a voltar rapidamente à boa forma física, e só vai fazer bem.
E pense também o seguinte: é só enquanto você estiver amamentando. Você faz um pouquinho de sacrifício no início pelo bem do seu filho (e pelo seu, pois ele vai ter menos cólica).

Meu filho pode dormir de bruços? Causa a "morte súbida no berço"???

brucos
"Gente,
Acabei de ler um artigo no site "guia do bebê" que me deixou preocupada. É referente a posição que o bebê dorme. Lá diz que a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que o bebê não deve dormir de bruços, diz, também, que nos EUA é proibida esta posição por ser a "causa da morte súbita no berço". Ave Maria!!!! não quero entrar em pânico, mas fiquei com medo. Mariana só dorme de bruços, ela não consegue ter um sono tranquilo se eu colocá-la de lado ou virada para cima. Reclama a noite inteira e se assusta muito. Sem contar que foi somente depois que comecei a colocá-la nesta posição que ela melhorou das
cólicas. Pois sofria muito com as dores. Até já falei com a médica sobre essa posição e ela disse que eu poderia deixá-la dormir assim, tá certo que falou com uma certa relutância (senti isso no tom de voz dela), mas acho que se tivesse algum problema teria me alertado, não acha?
Alguém sabe alguma coisa sobre isso? será que essa tal "morte súbita no berço" não está relacionada a outras causas? alguma mãezinha aqui coloca seus filhos para dormirem de bruços?
Claudia (que está teimando em não acreditar muito no que leu)"
Essa foi a dúvida da Cláudia, que foi respondida pela obstetra Roxana:
"Claudia:
Meus dois filhos sempre dormiram de bruços. Relaxa.
Existe a "Sindrome da morte súbita no berço", sim. É uma doença muito rara e os americanos são absolutamente fissurados por ela.
Ainda não se sabe a causa, mas encontraram-se alguns fatores de risco, como o bebê ter nascido prematuro, os pais fumarem em casa e o bebÊ dormir de bruços.
Daí até proibir todos os bebes de dormirem de bruços...
Se for ver bem, a única forma "segura" de dormir é de lado, com um travesseiro nas costas para não virar...
Eu acho que de bruços eles se sentem mais acolhidos e se situam melhor no mundo qdo recém nascidos.
Depois de três- quatro meses eles se viram sozinhos mesmo..."